PROJETO DE PESQUISA

DOCUMENTAÇÃO E ESTUDO PRELIMINAR DOS MONUMENTOS MEGALÍTICOS DA ILHA DE SANTA CATARINA  E ILHAS ADJACENTES

 

Adnir Antônio Ramos

  

FLORIANÓPOLIS, OUTUBRO DE 2001.


SUMÁRIO

 

1.      INTRODUÇÃO .........................................................................................  3

2.      FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICO-EMPÍRICA ........................................  5

3.      OBJETIVOS ............................................................................................ 11

3.1.    GERAL ................................................................................................... 11

3.2.    ESPECÍFICOS ....................................................................................... 11

4.       METODOLOGIA ..................................................................................... 12

4.1.    ESPECIFICAÇÃO DO PROBLEMA ................................................... 12

4.1.1  PERGUNTAS DE PESQUISA ............................................................. 12

4.1.2.  DEFINIÇÃO CONSTITUTIVA E DEFINIÇÃO OPERACIONAL 
DAS CATEGORIAS ANALÍTICAS EM ESTUDO ......................................... 13

4.1.3.  DEFINIÇÃO CONSTITUTIVA DE TERMOS CONSIDERADOS
IMPORTANTES NO CONTEXTO DESTA PESQUISA ............................... 14

4.2.     DELIMITAÇÃO DA PESQUISA ............................................................14

4.2.1.  ÁREA DE ABRANGÊNCIA ...................................................................14

4.2.2.  DELIMITAÇÃO DA PESQUISA ............................................................15

4.2.3.  FONTES DE DADOS ............................................................................15

4.2.4.  TRATAMENTO DOS DADOS ..............................................................16

5.        CRONOGRAMA FÍSICO ........................................................................17

6.        ORÇAMENTO..........................................................................................18

7.         BIBLIOGRAFIA .......................................................................................19


1. INTRODUÇÃO

            Em vários lugares da Terra existem pedras sobrepostas a outras - consideradas pela comunidade científica como monumentos megalíticos - que poderiam levar-nos a demonstrar quais seriam os conhecimentos astronômicos de nossos ancestrais (índios e homens da pré-história) em relação às estrelas e às constelações.

            Em 1918, num importante trabalho de investigação científica sobre a geologia catarinense, o geólogo Major Rosa salientou que da Barra do Rio Itajaí até o Farol de Santa Marta, em Laguna, existem pedras sobrepostas a outras sem  que haja explicação para a forma como  foram trabalhadas geologicamente.

            A partir de 1986 retomaram-se os estudos dessas pedras até então esquecidas pela comunidade científica do Estado de Santa Catarina.  Observando constantemente os locais onde  se encontram esses monumentos megalíticos tem-se verificado os alinhamentos solsticiais e equinociais e a configuração de constelações nessas pedras sobrepostas a outras.

            Investigando a literatura existente sobre os monumentos megalíticos verificou-se que eles estão espalhados por quase todo o planeta. Várias ciências foram criadas para se ocupar do fenômeno, como: Astronomia Neolítica, Astrologia pré-histórica, Arqueologia Geodésica, Arqueologia Matemática e Arqueologia Astronômica.  Portanto, é através dos mecanismos e métodos empregados por essas áreas da ciência que se pretende fazer uma investigação nos monumentos megalíticos localizados na Ilha de Santa Catarina.

            Em se tratando de ação planejada para a implantação do sistema de investigação, em que prevalece a mudança (de comportamento, ação e atitudes) a coordenação de esforços, em tese, só seria coerente, eficiente e eficaz através de formas de ação que estejam estruturadas a partir de estudos científicos já em andamento.

            É através da compreensão do conhecimento que nossos ancestrais poderiam ter em relação às estrelas e às constelações que podemos tornar esses monumentos megalíticos protegidos da ação danificadora humana e contribuir para a produção de conhecimento científico e cultural de modo global.

2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICO-EMPÍRICA

            Teoricamente, os monumentos megalíticos são materiais auxiliares aos estudos da arqueologia e da astronomia, sobre os quais os cientistas procuram descrever o movimento dos astros em relação a eles e a desvendar o pensamento que nossos ancestrais procuraram deixar registrados nesses monumentos.

            Muitos séculos se passaram até que estudiosos e homens da ciência voltassem sua atenção para essas pedras misteriosas, envoltas em lendas e superstições. Alguns raros pioneiros delas trataram de maneira mais  ou menos ocasional, e somente no século XVIII surgiram os primeiros trabalhos encarando o fenômeno de um ponto de vista científico.  Foi quando surgiu a tese, entre outras, por La Tour d’Assy e Cambry, atribuindo os monumentos megalíticos aos druidas.

            “O s druidas foram não apenas os sacerdotes dos povos Celtas na antiga Europa, mas também foram detentores dos conhecimentos de cultura muito anteriores aos Celtas. Estas culturas de povos pré-históricos, há mais de quatro milênios construíram gigantescos monumentos de Stonehenge na Inglaterra e de Carnac na França, entre muitos outros conjuntos de megálitos na Europa. Pesquisas recentes  (Broadhurst, 1995) mostram que estes antigos sábios “interligaram o céu com a terra” nos locais dos megálitos, pois em muitos destes pontos há coincidência entre alinhamentos astronômicos e linhas de forte energia telúrica. Os grandes blocos de pedras, notadamente de granito e outras pedras com alto teor de quartzo, foram erguidas nestes locais em disposições diversas, conforme os prováveis e também diferentes cerimoniais que se verificavam em determinadas datas.

            Esta pesquisa também deverá, portanto, analisar eventuais linhas de energia telúricas junto aos megálitos a estudar, em outros locais similares que denotem presença humana na pré-história.

            É fácil imaginar os problemas de engenharia e organização implícitos na ereção vertical de menires de 23 metros e 300 toneladas, como o de Locmariaquer, ou para colocar sobre sua base o monólito plano do dólmen de Gast, em Calvados, com um volume de 148 metros cúbicos e um peso superior a 300 toneladas.

            De outro lado, a análise da orientação dos dolmens revelou que, pelo menos alguns deles, são perfeitamente dirigidos no sentido dos solstícios e equinócios.  Tal posição prevalece principalmente para os dolmens edificados em colinas ou pontos elevados.  No caso de dolmens construídos em baixadas ou em vales parece que não houve a preocupação de uma orientação determinada, embora muitos dolmens dessa categoria indiquem os meridianos.  Esses fatos foram constatados em dolmens de toda a costa acidental da Europa, desde Portugal até a Inglaterra, ficando evidenciado tratar-se de uma intenção manifestada e jamais de um acaso ou coincidência.

            Analisando estes e outros aspectos da civilização megalítica, (Fernand Niel, apud Branco, 1971) , autor de notáveis tratados sobre o assunto, escreveu em seu livro “Dolmens et Menhirs” que ela não é característica das épocas neolíticas, calcolítica ou neolítica.  Sobrepõe-se a estas civilizações, apresentando diversos aspectos surpreendentes.  Com efeito, os monumentos megalíticos, ou pelo menos vários deles, atestam que seus construtores conheciam a arte de manejar pesos consideráveis, sabiam contar, empregavam a alavanca, o plano inclinado, o fio de prumo e provavelmente o nível.  É possível que utilizassem meios de elevar pesos que nos são desconhecidos.  Tinham conhecimento de geometria, conheciam os triângulos, os retângulos, os círculos e as paralelas.  Podiam desenhar ângulos retos e conheciam as propriedades do triângulo “egípcio”.  Conheciam um método para dividir uma circunferência em certo número de partes iguais.  Possuíam boas noções de astronomia e haviam elaborado um calendário rudimentar e talvez se servissem do quadrante solar.  Conheciam a navegação e haviam superado o estágio da navegação de cabotagem.  Sabiam construir embarcações capazes de transportar dezenas de toneladas.

            Tudo isso ultrapassa de muito o que se sabe das sociedades primitivas e das civilizações  neolíticas.

            Estudando as origens das civilizações megalíticas na Europa Ocidental, os especialistas do Museu Arqueológico de Vannes defendem a tese de que ela provém do mundo Egeu, iniciado em Creta.  Teria depois passado à Sicília e de lá à Espanha e Portugal, cujos dolmens e menires foram pesquisados pelo notável intelectual Ricardo Severo.  Da Ibéria teria finalmente a civilização megalítica passado à França, Grã-Bretanha e Escandinávia.

            Mas novos estudos arqueológicos estão constantemente ampliando a área e a antigüidade dessas misteriosas civilizações.

            Perto de Konya, na Autóliz Turca, foi descoberta uma cidade (Catal Hoyük), que escritores turcos pretendem seja uma cidade megalítica de 10 mil anos a.C. e dolmens e menires localizados na Índia, na África, na Coréia, na Polinésia, no Peru, no Colorado, vieram ampliar o mistério que envolve essas estranhas civilizações.

            A existência de uma importante civilização megalítica nas Américas alguns séculos ou milênios antes de Cristo é fato amplamente conhecido  Fernand Niel refere-se a cromlechs que teriam sido encontrados no Colorado, nos EUA.  Na Nicarágua e no Estado de Tabasco, no México, foram encontrados importantes centros megalíticos.  No Peru foram localizados diversos centros.  Na Argentina, na província de Mendoza e Tucumán.  E o mais importante centro megalítico americano até agora conhecido, que é Tiahuanaco, na Bolívia.

            Para S. Canal Frau, apud Branco (1971), autor da “Prehistoire de L’Amerique”, a civilização megalítica das Américas, que antecedeu de muito a civilização dos incas, dos maias, dos chibchas e dos toltecas, teve sobre estas grande influência.  Canals Frau acha que a civilização megalítica foi trazida para as Américas por correntes migratórias da Polinésia, onde se encontram vários centros megalíticos de grande importância.  Na sua opinião, também os megálitos da Ilha da Páscoa, na costa do Chile, devem ser filiados a essa corrente cultural Polinésia americana.

            Não é muito o que se sabe sobre os megálitos no Brasil.  Não obstante, diversos achados importantes têm sido feitos:

            Na Amazônia, na região da Serra do Paraimá, Marcel Homet, pesquisador francês, localizou diversos dolmens, menires e outros monumentos megalíticos que descreve com detalhe em seu livro “Os Filhos do Sol”.

            Em Mato Grosso, Ramis Bucair, diretor do Museu das Pedras, de Cuiabá, e que localizou naquele estado diversas inscrições e pinturas rupestres, encontrou em uma gruta da Chapada dos Guimarães um menir esculpido de 1,52 m que, em sua opinião representa a figura de uma deusa.

            No Rio Grande do Sul, na proximidade de Porto Alegre um grupo de arqueólogos encontrou um templo megalítico dedicado ao culto religioso.

            Na Bahia no lugar chamado Riacho  das Pontas na vertente do Rio Verde Grande, Angione Costa registrou a existência de “extenso alinhamento de pedras de cerca de  1,5 m de altura, fincados eqüidistantes, desenvolvendo-se, aproximadamente por  um quilômetro”.

            Recentemente Maria Beltrão, diretora do Museu Nacional de Arqueologia do Rio de Janeiro, juntamente com astrônomos, descobriu no interior da Bahia, a 500 quilômetros de Salvador, numa fazenda próximo a cidade Central, um observatório em forma de elipse com 80 metros quadrados e pavimentado com pedras trabalhadas pelos homens que habitaram a área.  A elipse orienta-se de lesta para oeste, caminho percorrido pelo sol.  Foram encontrados calendários lunares, solares e lunissolares (união dos dois calendários) sistema de contagem e rudimentos de escritas que mostram que a astronomia no interior da Bahia era muito desenvolvida e complexa naquela altura.

            No Nordeste têm sido localizados monumentos megalíticos em diversos pontos.  Alfredo Brandão registrou a existência de dolmens e menires em diversas localidades, especialmente em Cimbres, A Lagoa de Baixo e Águas Belas, em Pernambuco, e Viçosa e Sant’ana do Ipanema, em Alagoas. 

            Em Goiás, descobriu-se o que se supõe serem muralhas soterradas, feitas de pedras hexagonais aparentemente trabalhadas pelo homem e várias colunas de pedras sobrepostas, formando uma linha de sentinelas perdidas em meio à vegetação.

            Em Santa Catarina, onde se pretende desenvolver tais estudos, o escritor e geólogo Major José Vieira da Rosa escreveu: “Não podemos furtar-nos a mais uma observação:  todas pontas e cabos, todas nossas ilhas e ilhotas e mesmo no interior das terras, existe abundância desses colossais blocos de granito... Uns, como a pedra Balão e as Pedras da Licha, coroam o cimo das montanhas, algumas formam as encostas e outras bordam os costões do nosso mar grosso e enfeitam a paisagem de nossas baías. Possuímos enormes blocos de pedras sobrepostas, como os de Itaguaçu, apresentando formas bizarras e grutas formadas por búlderes enormes, como as que ficam na Caeira, no Saco Grande, nas proximidades da Lagoa do Peri, cujas salas caprichosas, em andares diferentes, são formadas por esses blocos de pedras sobrepostas”.

            Para explicar o fenômeno da existência de tantos monumentos megalíticos e o conhecimento de nossos ancestrais ao construírem esses monumentos, os cientistas da astronomia megalítica vêem duas explicações possíveis mas reconhecem ser difícil acreditar tanto em uma como na outra.  A primeira explicação é de que poderia ter existido na terra, há cerca de 100 mil anos, uma civilização tão avançada quanto a nossa e talvez até mais, a qual foi inteiramente destruída por um terrível cataclismo de origem terrestre ou cósmica.  A segunda explicação, bastante mais compatível com a teoria da evolução, é que nossos longínquos ancestrais houvessem evoluído lentamente durante milhões de anos até o dia em que, talvez, há 100 mil anos eles fossem visitados por seres superiores, vindos de outro mundo do espaço.  Estes lhes teriam ensinado os princípios básicos de toda a civilização, isto é, a astronomia, matemática, metalurgia, agricultura, criação de animais e religião.

            Os cientistas da astrologia pré-histórica explicam que nossos ancestrais, após terem observado o movimento do sol, da lua e dos planetas no céu, durante alguns milhares de anos perceberam que certos eventos em sua existência primitiva pareciam reproduzir-se regularmente, quando certos astros se encontravam acima de sua cabeça, nas mesmas posições relativas.  Foi esse o princípio da astrologia pré-histórica que deveria dar nascimento às profecias hebraicas, à astrologia medieval e à astronomia moderna.

            Os cientistas da arqueologia geodésica afirmam ser muito difícil para a ciência oficial pretender que todas essas figuras geométricas, traçadas na superfície terrestre por alinhamento de monumentos megalíticos muito antigos, sejam mero produto do acaso.  Ao contrário, muitos cientistas acreditam que nossos ancestrais longínquos eram possuidores de dons psíquicos que foram perdendo no decorrer dos tempos e já conhecessem a existência de correntes telúricas, campos magnéticos e falhas geológicas na crosta terrestre, e que construíssem seus monumentos nos pontos de interseção dessas diferentes linhas, desta maneira conseguindo verdadeiros emissores de energia terrestre.

            Os cientistas da arqueologia matemática, entre eles Lívio Stichini, o primeiro a compreender que alguns de nossos distantes ancestrais eram verdadeiros gênios em astronomia e matemática, demonstram ser a teoria clássica segundo a qual a civilização progride de maneira lenta e regular, uma doutrina teológica, inventada pelos padres da igreja segundo a necessidade de causa, mas objetada por tudo quanto se sabe no conhecimento científico e realizações técnicas de nossos ancestrais.  Tais conhecimentos incluem, por exemplo, o da precessão dos equinócios, cujo ciclo é de 25.920 anos, medidas essas que foram empregadas no volume da grande pirâmide através dos fatores Õ e Æ, cujo volume foi calculado em 2.592.000 metros cúbicos.  Provou com isso que nossos ancestrais conheciam a precessão dos equinócios como o sistema métrico, isto é, o tempo e o espaço, tendo conseguido a fantástica façanha de incorporá-lo no mesmo monumento.

            No decorrer dos últimos anos assistimos ao nascimento de uma nova forma de arqueologia, não mais apenas baseada na idade, uso ou dimensões de monumentos antigos, mas igualmente sobre sua orientação astronômica, que permite determinar os astros e, por conseguinte, os deuses aos quais esses monumentos haviam sido dedicados.  Inversamente ao conhecer esses deuses ou astros, esta nova arqueologia permite o cálculo das datas pelas quais haviam sido alinhados sobre certos eixos do monumento, há alguns milhares de anos, na ocasião dos solstícios ou equinócios e, em decorrência, determinar a exata idade do monumento.

            Para podermos demonstrar esses inacreditáveis conhecimentos de nossos ancestrais, precisamos descobrir o segredo de seus observatórios astronômicos, de seus calculadores de pedra e de seus alinhamentos de menires e dolmens.  Pretendemos desenvolver nossas pesquisas aqui na Ilha  Santa Catarina, cujos monumentos são desconhecidos das autoridades científicas das áreas correspondentes e contribuir para o desenvolvimento científico global cujas teorias estão sendo seriamente discutidas no início deste novo milênio.

            Pretendemos iniciar os estudos sobre os monumentos megalíticos em Florianópolis, por ser essa a região onde existe maior concentração de monumentos megalíticos, por ser a única cidade no mundo onde o centro da Via Láctea passa exatamente por cima e por ser a única cidade no mundo onde o polo sul da galáxia passa exatamente por cima (João Steiner, UFSC, 3 de maio de 1996).  Florianópolis é altamente privilegiada para se fazer astronomia galáctica e extra-galáctica, por essa relação com o pólo sul da galáxia.  


3.  OBJETIVOS

           

3.1  GERAL

            - Cadastrar e estudar os monumentos megalíticos existentes na Ilha de Santa Catarina  e ilhas adjacentes.

3.2  ESPECÍFICOS 

1.   Documentar todos os monumentos megalíticos encontrados na Ilha de Santa Catarina e ilhas adjacentes.

2.   Classificar os diferentes tipos de monumentos megalíticos.

3.   Catalogar sistematicamente os monumentos megalíticos com etiquetas em seus locais.

4.   Estudar em que tempo histórico foram esses monumentos megalíticos colocados na Ilha de  Santa Catarina e ilhas adjacentes.

5.   Fazer uma analogia entre os monumentos megalíticos encontrados na Ilha Santa Catarina e os encontrados em outros locais passíveis de estudo pela literatura disponível.

6.   Verificar a relação entre a arte rupestre e os monumentos megalíticos do estado de Santa Catarina.

7.   Estudar que técnicas foram utilizadas para dispor os megálitos uns sobre os outros;

8.   Identificar a relação dos megálitos  entre si, com acidentes geográficos e com os astros.

9.   Identificar a relação homem-megálito.

10.Fazer intercâmbio de informações com outros grupos de pesquisadores nessas áreas correspondentes.


4.  METODOLOGIA

            Com base nas considerações de fundamentação teórico-empírica, o presente projeto de investigação visa identificar e estudar o número de monumentos megalíticos na Ilha de Santa Catarina e ilhas adjacentes dando-lhes a interpretação, as relações existentes, a forma, a origem e possivelmente a época em que foram expostos.


4.1  Especificação do Problema

4.1.1  Perguntas de Pesquisa

1.    Teria havido uma “civilização megalítica” em Santa Catarina?

2.    Seriam esses monumentos obra de um povo especial, empreendedor e migrador que, em suas mudanças, teria erguido dolmens e menires por onde passava?

3.   As civilizações megalíticas existentes nos diversos continentes teriam sido contemporâneas ou teriam uma origem comum?

4.   Teria existido não uma raça ou uma civilização megalítica, mas sim uma religião que teria sido transmitida a diversos povos por uma civilização superior à dos navegadores?

5.   Em que período, exatamente, floresceu a civilização megalítica e como ocorreu seu desaparecimento?

6.   Qual a relação entre a arte rupestre e os monumentos megalíticos do Estado de Santa Catarina?

 

4.1.2 Definição Constituída das Categorias Analíticas em    Estudo

4.1.2.1  Monumentos Megalíticos

                        A expressão geral “Monumento Megalítico” origina-se do grego mega (grande) e litho (pedra) e designa uma categoria de monumentos em pedra bruta ou ligeiramente trabalhada.  Embora apresentem uma certa variedade em seu aspecto, podem ser classificados em dois tipos principais:  o dólmen e o menir.

            O dólmen, do bretão dol (mesa) e men (pedra), é constituído de diversos blocos de pedras erguidos e cobertos por outro horizontal.

            O menir, do bretão men (pedra) e hir (longa), consta de uma pedra simples e de altura variável, fincada verticalmente sobre o solo ou sobre uma rocha.

4.1.2.2.  Pedras Sobrepostas

            São monumentos megalíticos.

4.1.2.3. Formações Rochosas Naturais

            Lugares usados para prováveis cerimônias.  

4.1.3  Definição Constitutiva de Termos Considerados Importantes no Contexto da PesqUISA

4.1.3.1.  Crenças:

            Para alguns autores, os dolmens e os menires estão ligados ao culto dos mortos.  Os dolmens, segundo eles, seriam túmulos reservados a certas personagens: chefes das tribos, sacerdotes, mágicos e outros.  E os menires estão ligados à localização dos túmulos, numa espécie de monumentos votivos para o culto solar agrícola da grande deusa.

            Para outros, os menires são representantes de um culto fálico, relacionado com a grande deusa neolítica - a deusa da fecundidade - que presidia a tudo que se relacionava com a vida, da fertilidade do solo ao nascimento das plantas, dos animais e dos homens.  É a própria terra, fonte de alimento e benfeitoria da humanidade.

4.2  Delimitação da Pesquisa

4.2.1  Área de Abrangência

            Esta pesquisa será desenvolvida inicialmente na ilha de Santa Catarina, para, numa Segunda etapa, abranger o Estado de Santa catarina, conforme os alinhamentos dos monumentos megalíticos.

            Após um levantamento total dos monumentos megalíticos catarinenses a pesquisa passará a uma terceira fase em que serão estudados os megálitos de outros estados.

            As observações e documentação dos monumentos megalíticos será através de técnicas (estudo através de radiespectrógrafo e estudos dos alinhamentos megalíticos) usadas na áreas da astronomia neolítica e pré-histórica; e arqueologia geodésica,   arqueologia matemática e arqueologia astronômica.  

4.2.2.  Delineamento da Pesquisa

            Esta pesquisa será do tipo observação.  Será desenvolvida a partir de observações regulares da lua, do sol e dos planetas no céu, durante dois anos, para saber até que ponto nossos ancestrais percebiam que certos eventos em sua existência primitiva reproduziam-se regularmente.

            O sistema de medida a ser aplicado nessa pesquisa será as medidas em metro depois transformadas em pés e côvados e comparadas com as medidas de outros monumentos megalíticos  estudados e medidos.

            Deverão ser observados também os cálculos matemáticos para determinar se nossos ancestrais também calculavam períodos de tempo e de distância.

            Os monumentos megalíticos deverão ser posicionados nos mapas e posteriormente analisadas sua orientação astronômica, que permitirá determinar a que astros esses monumentos foram dedicados.

4.2.3.  Fonte dos Dados

            Os dados serão coletados nos seguintes tipos de fontes:

4.2.3.1.  Fontes primárias:  as observações deverão ser feitas diretamente nos locais onde se encontram os monumentos megalíticos, as observações deverão ser registradas através de fatos, relatórios, filmagem e equipamentos de mensuração, máquinas eletrônicas e computadores para facilitar a tabulação dos dados coletados.

4.2.3.2. Fontes secundárias:  consulta a documentos como: livros, revistas, relatórios e acesso à internet.

4.2.4.  Tratamento dos Dados

            Por se tratar de uma pesquisa quantitativa e qualitativa, será utilizada a técnica de triangulação, que se desenvolve de maneira dinâmica, em contínua retroalimentação entre a coleta e a análise dos dados. Os dados quantitativos serão organizados e interpretados a partir do uso de softwares como o Statistics e o Statgraphics; os dados qualitativos serão organizados e interpretados a partir de técnicas comparativas.


5.  CRONOGRAMA  FÍSICO

ATIVIDADES  /  BIMESTRE

      1 

      2

      3

           4

     5

       6

Levantamento do número de monumentos megalíticos

      X

      X

      X

           X 

     X

      X

Levantamento bibliográfico

      X

      X

      X

           X  

     X

      X

Observação direta

      X

      X

      X

           X

     X

      X

Análise comparativa com outros monumentos

    

      X

     

           X

 

      X

Análise das  coordenadas geográficas através de   GPS 

      

      X

 

            X

 

      X

Confecção de relatórios

 

 

      X

 

 

      X

Apresentação da versão parcial

 

 

      X

 

 

 

Conclusão final do trabalho

 

 

 

 

     X

      X

Apresentação dos resultados

 

 

 

 

 

      X

 

6.   ORÇAMENTOS

 

COMPOSIÇÃO DE SALÁRIOS

NOME

 

MENSAL BRUTO

MÊS 1

 MÊS 2

MÊS 3

MÊS 4

MÊS 5

MÊS 6

MÊS 7

MÊS 8

MÊS 9

MÊS 10

MÊS 11

MÊS 12

Responsável técnico                 Coord./Antropólogo

SAL ENC

R$ 3.800,00

    X

  X

  X

  X

  X

  X

  X

  X

  X

    X   

   X

  X

Assistente

SAL ENC

R$ l.500,00

    X

  X 

  X

  X

  X

  X

  X

  X

  X

    X   

   X

  X

Geólogo

SAL ENC

R$ 3.000,00

    X

  X

  X

  X

 

 

 

 

 

    X         

 

 

Geógrafo

SAL ENC

R$ 3.000,00 

    X

  X

  X

  X

   

 

 

 

 

    X 

 

 

Arqueólogo

SAL  ENC

R$ 3.000,00   

    X

  X

  X

  X

 

 

 

 

 

    X

 

 

Radiestesista

SAL ENC

R$ 2.500,00    

    X

  X

  X

  X

  X

  X

  X

  X

  X

    X   

   X

  X

Equipe 2 observadores

SAL ENC

R$ 1.200,00 

    X

  X 

  X

  X

  X

   X

  X

    X

   X

    X 

   X

   X

Téc. Comput. Gráfica

SAL ENC

R$ 3.500,00

 

 

 

 

 

 

 

 

   X

    X

   X        

    X

Digitador/Aux. Escrit.

SAL ENC

R$ 1.000,00

    X

  X 

  X

  X

  X

   X

  X

    X

   X

    X 

   X

   X

TOTAL GERAL

 

 R$ 179.000,00

 



EQUIPAMENTOS

 

EQUIPAMENTO

MODELO

FABRICANTE

QUANT.

CUSTO UNIT.

TOTAL

Computador pentium

450 MHz

 

      1

R$  2.500,00

R$  2.500,00

Impressora

Jato de Tinta

HP

      1

R$     800,00

R$     800,00

Scanner

Mesa

SKY II / TCÊ

      1

R$     300,00

R$     300,00

Notebook

250 MHz

Toshiba

      1

 

 

Filmadora

NV-RJ47

Panasonic

      1          

R$  1.455,00

R$  1.455,00

Máquina fotográfica

MF-30

Yashica

      2

R$       39,90

R$       78,00

Máquina foto digital

 

Kodak

      1

R$  1.500,00

R$  1.500,00

Televisão

2083 BAV

Toshiba

      1

R$     429,00

R$     429,00

Videocassete

VR-788

Phillips

      1

R$     449.00

R$     449,00

Bússola.

 

 

      2

R$       52,00

R$     104,00

GPS GEODÉSICO

RELIANCE

ASHTECH

      1

R$15.000,00

R$15.000,00

Binóculo c/bússola emb

2 X 1000

 

      1

R$     500,00

R$     500,00

Rádio espectográfico

 

 

      1

R$  1.800,00 

R$  1.800,00

Clinômetro c/trena

30 X 100

 

 

R$     600,00

R$     600,00

Telefone  linha fixo

 

Telesc

      1

R$       39,00 

R$       39,00 

Aparelho fone/fax

 

Panasonic

      1

R$     700,00

R$     700,00

Telefone Celular

 

TIM

      1

R$       25,00

R$       25,00

Aparelho Celular

 

Ericsson/Nokia

      1

R$     300,00

R$     300,00

 

     TOTAL GERAL

R$ 76.578,00









 

 

 SERVIÇOS DE TERCEIROS

PESSOAS/EMPRESAS

ESPECIFICAÇÃO DO SERVIÇO

CUSTOS

 

1o. TRIM.

 2O . TRIM.

3o. TRIM.

4o. TRIM.

TOTAL

TPS  30 por Segundo

Edição de vídeo

R$ 1.500,00

R$ 1.500,00 

R$ 1.500,00 

R$ l.500,00

R$ 6.000,00               

TPS  30 por Segundo

Computação gráfica

R$ 2.000,00

R$ 2.000,00

R$ 2.000,00

R$ 2.000,00

R$ 8.000,00

17

 
TOTAL GERAL

 

R$ 14.000,00

TRANSPORTE  E  DIÁRIAS

DISCRIMINAÇÃO

COMBUSTÍVEL

DIÁRIAS

TOTAL

 

No.

PERCURSO

VALOR TOTAL (A)

No.

VALOR

VALOR TOTAL

GERAL

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Florianópolis

12

 ida/volta

R$     360,00

 60

R$   100,00

R$   6.000,00

R$  6.360,00

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Ilha do Arvoredo

  2

 ida/volta

R$     400,00

 10

R$   100,00

R$   1.000,00

R$  1.400,00

Ilha das Aranhas

  2

 ida/volta

R$     400,00

 10

R$   100,00

R$   1.000,00

R$  1.400,00

Ilha do Campeche

  3

 ida volta

R$     600,00

 15

R$   100,00

R$   1.500,00

R$  2.100,00

Ilha Moleque do Sul

  2

 ida/volta

R$     400,00

 10

R$   100,00

R$   1.000,00

R$  1.400,00

Ilhas Três Irmãs

  2  

 ida/volta

R$     400,00

 10

R$   100,00

R$   1.000,00

R$  1.400,00

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

TOTAL GERAL

 

R$  8.200,00

 

R$ 51.000,00

R$ 59. 200,00

                                                                                                                                                                                                    

MATERIAL PERMANENTE / MÓVEIS

ESPECIFICAÇÃO

FINALIDADE

CUSTO UNITÁRIO

QUANT.

CUSTOS

 

1o. TRIM.

2o. TRIM.

3o. TRIM.

4o. TRIM.

TOTAL

Cj. Salas  50m2

Escritório

R$     800,00

1

R$ 2.400,00

R$ 2.400,00

R$ 2.400,00

R$ 2.400,00

R$ 9.600,00

Mesa 1,50x75x75

Serviços gerais

R$     238,00 

2

      x

 

 

 

R$    476,00

Mesa

Reunião

R$     203,00

1

      x

 

 

 

R$    203,00

Cadeiras/couro

Mesa de reunião

R$     170,00

8

      x

 

 

 

R$ 1.360,00

Arquivo c/ 4 gav.

Arquivar doc.

R$     2l9,00

1

      x 

 

 

 

R$     219,00

Arq.  Pasta suspensa

Arquivar doc.

R$     l74,00

1

      x

 

 

 

R$     174,00

Mesa  computador

 

R$    155,00

1

      x

 

 

 

R$     155,00

Cadeira giratória

 

R$    180,00

3

      x

 

 

 

R$     540,00

Ar condicionado

12.000 BTUs

R$ 1.200,00

1

      x

 

 

 

R$  1.200,00

Armário

Equip. e Mat. Escr.

R$    192,00

1

      x

 

 

 

R$     192,00

TOTAL GERAL

 

 

 

R$ 6.919,00

R$ 2.400,00

R$ 2.400,00

R$ 2.400,00

R$ 14.119,00

 

MATERIAL DE CONSUMO

MATERIAL

QUANT.

CUSTO UNITÁRIO

CUSTOS

 

1o. TRIM.

2o. TRIM.

3o. TRIM.

4o. TRIM.

TOTAL

Resma de papel

    60

R$         9,00

  135,00

 135,00

 135,00

 135,00

R$      540,00

Filme para fotografia

    60

R$         7,00

  105,00

 105,00

 105,00

 105,00

R$      420,00

Filme para filmadora

    50

R$         8,00

  100,00

 100,00

 100,00

 100,00

R$      400,00

Softwares

     5

R$      800,00

4.000,00

     -

      -           

      -

R$   4.000,00

Materiais Expediente

diversos

 

  250,00

  250,00

  250,00

  250,00

R$   1.000,00

Mapas e fotos aéreas

diversos

 

5.000,00

     -

      -           

      -

R$   5.000,00

Despesas Manutenção

 

R$   1.500,00

4.500,00

4.500,00

4.500,00

4.500,00

R$ 18.000,00

Primeiros Socorros

Diversos

 

   500,00

     -

      -           

      -

R$      500,00

Ferramentas de Campo

Diversos

 

1.000,00

     -

      -           

      -

R$   1.000,00

TOTAL

 

 

15.590,00

5.090,00

5.090,00

5.090,00

R$ 30.860,00

19

 
TOTAL GERAL DO PROJETO                                                                                                                                  R$       381.757,00


6.  BIBLIOGRAFIA

 

BELTRÃO, Maria. A astronomia do homem pré-histórico brasileiro. Revista Geográfica Universal, s/n., s/v., out. 1991.

BRANCO, Renato Castelo. Pré-história brasileira: fatos e lendas. São Paulo: Ed. Quatro Artes, 1971.

BROADHURST, Paul - Tintagel and the Arthurian Mythos - Pendragon Press, Inglaterra, 1995

____________    The Sun and the Serpent - Pendragon Press, Inglaterra, 1989     

COSTA, Angione. Introdução à Arqueologia Brasileira. Rio de Janeiro: Companhia Editora Nacional, 1954.

CHATELAIN, Maurice. Em busca de nosso antepassado cósmico. Rio de Janeiro: Record, 1981.

CHILDRESS, David Hatcher. Cidades Perdidas e Antigo Mistério da América do Sul. São Paulo: Edições Siciliano, 1988.

ERVERDOSA, Carlos. Arqueologia Angolana. Lisboa: Edições 70 Ltda., 1980.

FARIA, Francisco C. Pessoa. Os Astrônomos pré-históricos do Ingá. s/l.: IBASA, 1987.

HURTAK, J.J. O Livro do Conhecimento: As Chaves de Enoch.  Califórnia: The Academy For Future Science, 1996.

LUCAS, Keler. A Arte Rupestre em Santa Catarina. Florianópolis:  Ed. Rupestre, 1996.

____________ A Arte Rupestre no Município de Florianópolis. Florianópolis: Ed. Rupestre, 1994.

MEN, Humbatz. Segredo da Religião: ciência maia. São Paulo: Ed. Grand Ltda., 1986.

PIAZZA, Walter e PROUS, André. Documento pour pré-histórie du Brasil Meridional. Paris: Cahier D’Arqueologie do Sul 4, 1980.

 ROHR, João Alfredo. Anais  do  primeiro  Congresso de História Catarinense: contribuição para etnologia indígena do Estado de Santa Catarina. s/l.: s/ed., 1950.

___________  Petróglifos da Ilha de Santa Catarina e Ilhas adjacentes. São Leopoldo: Edições do Instituto Anchietano de Pesquisa, 1969.

___________  Os sítios Arqueológicos do Planalto Catarinense. São Leopoldo: Edição do Instituto Anchietano de Pesquisa, 1971.

___________ Sinalações Rupestres em Santa Catarina. IV Simpósio Internacional Americano de Arte Rupestre. Rio de Janeiro, 1973.

______ Sítio Arqueológico do Pântano do Sul. Florianópolis: Edições do Governo do Estado de Santa Catarina, 1984.

ROSA, José Vieira da. Rápido estudo sobre a geognosia do Estado de Santa Catarina. Florianópolis: Oficina da Imprensa Oficial, 1918.

SAURAT, Denis. A religião dos gigantes e a civilização dos insetos. Rio de Janeiro: Ed. Artenova, 1973.

SENET, André. O homem desconhece seus antepassados. Belo Horizonte: Livraria Italiana Ltda, s/d.

RUBINGER, Marcos Magalhães. Pintura Rupestre algo mais do que arte pré-histórica. Belo Horizonte: Interlivros, 1974.

SCHMITZ, Pedro Ignácio. Caçadores e Coletores da Pré-história do Brasil. São Leopoldo: Instituto Anchietano de Pesquisa, 1984.

TOVAR, Alódio. O Enigma de Paraúna. Goiânia: Imery Publicações Ltda, 1986.

WEATHERALL, M. Método Científico. São Paulo: Edgard Blucher, 1972.

WILLIAMS, Raymond. O Povo da Montanhas Negras. São Paulo: Companhia das Letras, 1991.

 


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