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CULTURA E LAZER NA ILHA DO CAMPECHE

 

 

1. TITULO:

     Cultura e Lazer na Ilha do Campeche

 

1.1Período de execução:

 

1.1.1       Data: sexta-feira e sábado

 

1.1.2       Quem pode participar: estudantes e professores.

 

2. Instituição ao qual será vinculado o Projeto: Associação Couto de Magalhães de Preservação da Ilha do Campeche e Colégio Ilhéu.

 

2. JUSTIFICATIVA

 

            Este projeto tem como prioridade dar continuidade à visita técnica realizada em maio do corrente ano com os alunos de 6º ao 9º ano. Tal visita ocorreu no Sítio arqueoastronômico do Morro da Galheta e ressaltou á importância dos sítios arqueológicos onde são encontrados, sambaquis, oficinas líticas, arte rupestre, monumentos megalíticos e da paisagem onde estes estão inseridos, através de um programa de educação patrimonial e ambiental.

A educação Patrimonial é uma maneira de estar integrando preservação com políticas culturais e desenvolvendo a cidadania, já que todos nós temos a responsabilidade de cuidar do patrimônio arqueológico e ambiental que nos foi legado. Tendo o cuidado de estar buscando a auto-sustentabilidade das áreas a serem pesquisadas.

No campo da educação pode-se identificar as atividades de lazer como ações integradoras dos «Quatro pilares da educação», propostos por Delors: aprender a conhecer e a pensar; aprender a fazer; aprender a viver juntos; aprender a viver com os outros e aprender a ser.

 O colegiado e torna-se parte dessa intrigante busca da integração, pois é muito importante saber conscientizar os que no futuro serão beneficiados com a preservação dos sítios arqueológicos e do meio ambiente. Acreditamos que um programa misto de educação e lazer possa estimular os educadores e os estudantes a perceberem que a Ilha de Santa Catarina tem um importante acervo arqueológico a ser pesquisado e protegido, e que só através da conscientização, educação e respeito, poderemos junto buscar soluções para o aproveitamento desse enorme potencial cultural, científico e turístico.

 

3. OBJETIVOS


            Promover através de atividades culturais e recreativas o patrimônio ecológico e arqueológico da Grande Florianópolis.

 

 

4. PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS:

 

            “Muitos são os métodos possíveis para a realização da educação ambiental. O mais adequado é que cada professor e professora estabeleça o seu, e que o mesmo vá ao encontro das características dos seus alunos”. (REIGOTA, 2001, p.37).

 

4.1 Contato com as escolas

 

            O responsável pelo projeto articulará com a Associação Couto Magalhães o transporte marítimo e a hospedagem na Ilha do Campeche, e apresenta o projeto com os custos aos professores e coordenadores de ensino da escola, sendo aprovado segue a seguinte programação.

 

            4.2 PROGRAMAÇÃO


5.2.1 Sexta-feira 16 h encontro dos participantes no ponto final do ônibus da Armação; professores, alunos e diretores da Associação Couto Magalhães.

 

5.2. 1.1 sexta-feira 16 : 30 min. embarque para a ilha do Campeche

 

5.2.1.2 sexta-feira 17 h Desembarque apresentação dos alojamentos.

             Casa 2 (dois) para as moças e casa 3 (três) para os rapazes.

 

5.2.1.3 sexta-feira 18:30 min. Os dirigentes do Clube farão uma apresentação das normas e do clube  e do IPHAN com relação ao uso das instalações dos Clube e do uso das trilhas na ilha aos visitantes.

 

5.2.1.4 apresentação da programação das atividades e lanche. (professores e responsáveis)

 

5.3 TIVIDADES

 

5.3.1 sexta-feira 19 :30 atividade de integração: voley, football, luau na praia da ilha que é iluminada pelos refletores da praia do Campeche.

 

5.3.2 sexta-feira 23 h encerramentos das atividades e repouso.

 

5.3.3 sábado 07 às 08 h desjejum

 

5.3.4 sábado 08 :30  às 10 : 30  visita técnica ao Sítio arqueológico da Ponta Norte, da Pedra fincada   e do letreiro na Ilha do Campeche. O grupo será dividido em três grupos e farão as vistas alternando-se. Nesta ocasião os professores de diferentes disciplinas, geografia, história, ciências, artes terão a oportunidade usar o campo para ilustrar as aulas teóricas anteriormente dadas em sala de aula.

 

5.3.5 Sábado das 11  às 12 :30 esporte e lazer, jogos, banhos e praia.

 5.3.6 Das 13 às 14 almoço

 

5.3.8  Às 15h descanso e organização das bagagens.

5.3.9  Às 16 h embarque para retorno à Armação

5.3.10 Às 17 h chegada no deck da Armação

5.3.11 Às 17:30 encerramento das atividades.

 

6. ORÇAMENTO:


 6.1 Guia: O valor a ser cobrado  será de R$ 10,00 (dez reais), por aluno.

6.2 transporte marítimo e alojamento R$ 15,00 (quinze reais) por aluno.

6.3 alimentação R$ 5,00 ( doze reais)

6.4 transporte terrestre por conta de cada um.

OBS: professores serão isento de pagamento. 

Total: total de R$ 30, 00 (trinta reais) por  aluno.

   

 

7. RECURSOS HUMANOS E MATERIAIS:

           

7.1 O pesquisador Adnir Ramos juntamente com os professores ficarão responsáveis pela organização das atividades e guiamento nas trilhas.

7.2 o transporte marítimo e os alojamentos serão responsabilidades da Associação Couto Magalhães.

7.3 a preparação dos alimentos será revezada entre os participantes que tiverem habilidades culinárias.

 

8. DADOS DA ILHA DO CAMPECHE

8.1 Localização

 Localizada a sudeste de Florianópolis, em frente à Praia do Campeche, a ilha possui um rico ecossistema e abriga representativa parcela do patrimônio arqueológico do Estado de Santa Catarina. Formada por costões e morros recobertos de Mata Atlântica, possui uma única praia com areia fina e extremamente clara. O mar, que tem coloração variando entre verde e turquesa, possui poucas ondas, agradando a mergulhadores e crianças.
Desde fevereiro de
1940, a Ilha do Campeche está sob os cuidados da Associação Couto de Magalhães, uma entidade que atualmente trabalha pela preservação do lugar.

8.2 Sítios Arqueológicos

Com mais de 100 petróglifos distribuídos em 10 sítios arqueológicos, nove estações líticas, monumentos rochosos e sambaquis, a Ilha do Campeche foi tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - Iphan como Patrimônio Histórico e Ecológico da Nação.
Segundo estudiosos, o local possui sozinho mais inscrições rupestres que a Ilha de Santa Catarina, a Ilha do Arvoredo e a Ilha das Aranhas, todas juntas. Entre os sinais deixados pelos povos antigos estão símblos geométricos, flechas, zoomorfos e antropomorfos e as máscaras, também encontradas nos costões da praia do Santinho.
As oficinas líticas mostram amoladores em granito e diabásio. Os povos antigos também deixaram um monolito com nove metros de altura e um ponto magnético sinalizado com inscrição rupestre onde as bússolas têm comportamento alterado
.

8.3 Vegetação Nativa

A mata atlântica abundante na Ilha começou a ser depredada já com os primeiros colonizadores. O principal foco era o pau-campeche, que dá nome ao local e que, a exemplo do pau-brasil, era largamente usado para tingir tecidos.
Além do extrativismo, a vegetação deu lugar a plantações de mandioca que alimentavam os pescadores estabelecidos na Ilha. Com o tombamento da Ilha, tanto a depredação por extração quanto o cultivo de plantas exóticas deram novamente espaço à mata original, que hoje ocupa uma área de
52 hectares .

   

9.  DADOS DO PROFESSOR PESQUISADOR

 
            Adnir Ramos é nativo da Ilha de Santa Catarina. Passou sua infância pescando para ajudar a criar seus irmãos e uma parte de sua mocidade fazendo pesca industrial nos portos de Santos, São Francisco, Itajaí, Florianópolis e Rio Grande do Sul.

            Intrigado com o número de gravuras rupestres nos costões do litoral catarinense, retornou aos estudos, onde cursou faculdade de Biblioteconomia e fez pós-graduação em Antropologia.

        Ajudou Keller Lucas a editar dois livros: “A Arte Rupestre no Município de Florianópolis” e “A Arte Rupestre no Estado de Santa Catarina”. Também editou dois documentários sobre suas descobertas na área de arqueoastronomia.
            Suas descobertas já o levaram a palestrar na Inglaterra, onde pesquisou o mais famoso observatório de pedra do mundo: Stonehenge. Na Bolívia, participou do Congresso Internacional de Arte Rupestre e visitou vários sítios arqueológicos. Entre eles, o notável templo de Tihuanaco. No Chile, apresentou sua pesquisa no 51º Congresso Internacional de Americanistas, na Universidade Católica do Chile. No Peru, acompanhou os pesquisadores da Academia para Ciência Futura – ACF. No litoral, nos Andes e na Amazônia Peruana, documentou as sagradas ruínas de Chan-Chan, Cusco, Machu-pichu e conviveu com os índios Machiguengas. No Brasil, em parceria com a ACF, pesquisou e desenvolveu campanhas de ajuda humanitária no Mato Grosso – povos Xavantes, em Rondônia – tribo Uru - Eu – Wau – Wau e
em Santa Catarina – nação Guarani.   Além de pesquisar e palestrar em quase todos os Estados do Brasil, recentemente teve o privilégio de acompanhar as descobertas dos sítios megalíticos no Amapá onde observou os alinhamentos de tais sítios com as constelações de Órion, Plêiades, Cruzeiro do Sul e Escorpião. Atualmente, continua seu trabalho de documentação, seqüenciamento e interpretação da arte rupestre e dos sítios arqueológicos com características astronômicas no litoral de Santa Catarina. E como membro fundador do IMMA – Instituto Multidisciplinar de Meio Ambiente e Arqueoastronomia, é um dos idealizadores do Parque Arqueoastronômico da Barra da Lagoa – Florianópolis – SC, o qual se encontra em fase de negociação e implantação. Por ultimo tem se dedicado a docência e aos projetos de educação Patrimonial e ambiental.

 

Adnir Ramos

Fone: (48) 3232 0351 e 99128549 adniramos@hotmail.com.

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