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Denúncia

Vandalismo no Morro da Galheta

Assim que chegamos nos altos do Morro da Galheta para a observação de fenômenos diversos relacionados com a 2a Caminhada Arqueoastronômica, desparamo-nos com uma cena lamentável. Uma maquete construída por Adnir Ramos, com o objetivo de explicar didaticamente o funcionamento de um observatório primitivo, foi depredada, com claros sinais de fogueira, retirada de pedras marcadoras das posições de equinócios e solstícios e restos de comida sobre a pedra-gnônom. Confira as imagens:



Menos de um ano depois, na atividade especial de 24 de janeiro de 2009, novamente o local foi alvo de vandalismo: primeiro foi o marco das direções que teve várias setas arrancadas, depois foi o lixo deixado no local:

Este lamentável episódio obrigou o IMMA a tomar medidas emergenciais, tais como o fechamento da entrada da trilha, localizada próximo à sede do IMMA. Agora para acessar a trilha, o visitante obrigatoriamente deverá se identificar, subir com algum guia qualificado e, principalmente, pagando uma taxa de administração no valor de R$ 10,00 (dez reais). Esta medida pretende principalmente inibir a ação de vândalos e obter fundos necessários para a manutenção da trilha. É assim que funciona na Ilha do Campeche e no sítio arqueoastronômico do Morro da Galheta não pode ser diferente. Outra forma de acessar a trilha é durante as atividades especiais do IMMA (caminhadas arqueoastronômicas) quando os eventos são públicos e devidamente monitorados por membros do IMMA. Alertamos as autoridades municipais que tomem as providências cabíveis também no sentido de inibir a ação dos vândalos. Principalmente pelo fato da trilha da Galheta ser de acesso público, permitindo que os vândalos cheguem até o sítio arqueoastronômico.

Florianópolis é conhecida como a terra do "já teve".  Aqui "já teve" diversos sítios arqueológicos, "já teve" sambaquis, etc, e foram quase todos destruídos. ão queremos que os sítios arqueoastronômicos sejam os próximos da lista de extinção. E se não mobilizarmos e conscientizarmos o público neste aspecto, lamentaremos depois quando mais este sítio desaparecer.

O IMMA está aberto para pesquisadores, estudantes, amigos e demais interessados em resgatar a cultura da Ilha de Santa Catarina.

Mais informações, entre em contato concosco.

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